Café nas exportações de Varginha
Varginha, localizada em Minas Gerais, mantém sua forte posição como um dos principais polos de exportação do estado. Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações de Varginha totalizaram aproximadamente US$ 2,2 bilhões, com o café dominando esse volume, representando mais de US$ 2,127 bilhões em vendas externas. Apesar de a cidade ter diversificado sua pauta exportadora, mais de 90% do total exportado ainda é derivado do café, consolidando Varginha como a capital desse produto no Brasil.
A importância do café na economia local é indiscutível, pois ele não apenas contribui robustamente para a balança comercial, mas também é um produto de reconhecimento internacional. As exportações de café de Varginha são favorecidas por uma safra que, segundo especialistas, se mostra robusta e com preços vantajosos no mercado internacional.
Diversificação da pauta exportadora
Embora o café ainda seja o carro-chefe das exportações de Varginha, a cidade tem buscado diversificar seus produtos. Além do grão, estão em evidência as exportações de soja, que movimentaram mais de US$ 26 milhões, e algodão, com exportações de mais de US$ 12 milhões. A diversificação é considerada essencial para estabilizar a economia local diante das variações de mercado do café, que podem ser impactadas por fatores como sazonalidade e preço.

O diretor do Porto Seco de Varginha, Breno Paiva, destacou a importância desses esforços, afirmando que a ampliação da gama de produtos exportados aumenta a segurança econômica da cidade. Entre os novos itens estão também eletrodomésticos e óxidos de manganês, que compõem uma lista de mais de 125 produtos variados exportados até agora.
Perspectivas para o setor cafeeiro
As perspectivas para o setor cafeeiro em Varginha são otimistas para o restante de 2026. Paiva expressou confiança de que a cidade poderá encerrar o ano na liderança das exportações de café em Minas Gerais. Mesmo que Varginha esteja atrás de Araxá no acumulado do ano, os resultados de setembro mostraram que a cidade ficou em primeiro lugar, graças a uma safra excepcionalmente boa e preços competitivos.
A expectativa é que, com novos investimentos em infraestrutura no Porto Seco, que incluem galpões e maquinários, as operações de exportação sejam ainda mais eficientes, permitindo um fluxo maior de produtos através do porto. Essa inovação não apenas apoiará o café, mas também os produtos da nova pauta de exportação, garantindo uma base econômica sólida para o futuro de Varginha.


