Leilão do Corredor Minas-Rio tem ao menos quatro interessados

O ministro dos Transportes, George Santoro, afirmou em 30 de outubro de 2026 que ao menos quatro grupos estudam participar do leilão do Corredor Minas-Rio. Ele disse acreditar que haverá propostas no certame.

A concessão será a primeira de ferrovias em cinco anos e seguirá o modelo de chamamento público. Santoro fez a declaração durante um roadshow em Londres para apresentar projetos federais de infraestrutura.

O leilão está marcado para 17 de dezembro e envolve um corredor ferroviário que passa por Minas Gerais e pelo Rio de Janeiro. A iniciativa é conduzida pelo Ministério dos Transportes.

leilão do Corredor Minas-Rio

Além do interesse de investidores, o calendário ferroviário e a análise de novas modelagens pelo Tribunal de Contas da União (TCU) estão entre os temas relacionados ao certame. Santoro afirmou que a aprovação de outro edital pelo órgão de controle pode servir de referência para os próximos projetos.

Interesse de investidores e modelo do leilão ferroviário

Em Londres, o ministro dos Transportes, George Santoro, apresentou a investidores a carteira de projetos de infraestrutura do governo federal. Segundo o ministro, o público da agenda era formado principalmente por grandes investidores europeus.



Santoro afirmou que o governo realiza apresentações de projetos com frequência, tanto no Brasil quanto no exterior. A iniciativa faz parte da divulgação de empreendimentos como o leilão do Corredor Minas-Rio.

O ministro também mencionou uma apresentação recente na Alemanha, dedicada especificamente a projetos ferroviários. A agenda ocorreu antes do certame previsto para dezembro, que adotará o modelo de chamamento público.

Traçado do Corredor Minas-Rio e análise do TCU

O corredor reúne 733 quilômetros de trilhos e foi dividido em dois lotes. A concessão abrange trechos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro.

O primeiro lote vai de Iguatama (MG) a Barra Mansa (RJ) e inclui o ramal ferroviário entre Varginha e Lavras, ambas em Minas Gerais. A configuração combina o trecho principal com essa ligação entre cidades mineiras.

O segundo lote compreende a linha entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Assim, os dois segmentos cobrem partes distintas do corredor ferroviário.

George Santoro atribuiu atrasos no calendário inicialmente previsto para os leilões ferroviários à necessidade de esclarecer mudanças nas modelagens junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Segundo ele, a nova matriz de risco exige esclarecimentos, e a aprovação do edital da EF-118, o Anel Ferroviário do Sudeste, poderá servir de referência para os próximos certames e dar mais celeridade aos projetos.



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