Os lotes vencedores do Cup of Excellence Brasil 2026 foram anunciados em 31 de outubro, durante cerimônia em Varginha (MG), segundo Ensei Neto. A organização do concurso ficou a cargo da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA).
De acordo com Neto, a competição teve origem em um projeto de 1999 no Brasil, coordenado pela Specialty Coffee Association of America (SCAA), depois sucedida pela Specialty Coffee Association (SCA), com colaboração de organizações internacionais.
Na edição brasileira, os lotes são inscritos em três categorias definidas pelo processo de pós-colheita. Um júri com degustadores de importadores e torrefações de diversos países avalia os cafés antes do leilão internacional.
A proposta do concurso surgiu durante uma crise cíclica de preços no mercado mundial de café, com a ideia de estimular produtores focados na excelência por meio da venda de seus melhores lotes em um leilão internacional.
A origem do Cup of Excellence e a proposta do concurso
Após o sucesso das primeiras edições brasileiras, foi criada a Alliance for Coffee Excellence (ACE), segundo Ensei Neto. A entidade foi incumbida de organizar as competições.
Além de coordenar os concursos, a ACE passou a oferecer a plataforma a outros países produtores. Essa expansão levou o formato para além das edições realizadas no Brasil.
Entre as adesões importantes mencionadas por Neto estão as da Colômbia e da Guatemala. Os dois países são citados como exemplos da ampliação internacional do concurso.
Categorias e cafés premiados no Brasil em 2026
No Cup of Excellence Brasil 2026, os lotes foram divididos em três categorias conforme o processo de pós-colheita. Na Natural, os frutos são secos com a casca externa; na Via Úmida, essa parte é retirada. A Experimental reúne cafés produzidos com leveduras ou bactérias exóticas, ou com a adição de componentes que podem interferir no sabor original.
Na categoria Natural, Hilda Cândida da Silva ficou em primeiro lugar com um Geisha do Sítio Nossa Senhora das Candeias, em Cristina (MG). Flavio Marcio Ferreira da Silva, da Fazenda Olhos d’Água, em Campos Altos (MG), conquistou o segundo lugar com Arara; Jarbas Cleto Lopes ficou em terceiro com a mesma variedade, cultivada no Sítio Bela Vista, em São Gonçalo do Sapucaí (MG).
Na Via Úmida, o primeiro lugar foi para Cleverson Daniel da Silva, do Sítio Vargem Alegre, em Cristina (MG), com Geisha. Eduardo Daniel da Silva ficou em segundo com Catuaí Amarelo e Geisha, do Sítio Tarumã, também em Cristina; Vitor Marcelo Queiroz Barbosa obteve a terceira colocação com Catuaí Amarelo da Fazenda Lagoa dos Estulanos, em Carmo do Parnaíba (MG).
Na Experimental, a Ipanema Agrícola S.A. alcançou o primeiro lugar com Geisha da Fazenda Rio Verde, em Conceição do Rio Verde (MG). Letícia Brás ficou em segundo com Geisha do Sítio São Pedro, em Vargem Bonita (MG), e Jair Brás ocupou a terceira posição com Paraíso da Fazenda Campo Alegre, em Piumhi (MG).

