Contexto da Cassação
No cenário político da cidade de Varginha, MG, um acontecimento significativo ocorreu com a cassação do mandato do vereador Marquinho da Cooperativa. Esse episódio trouxe à tona questões relacionadas a infrações político-administrativas e os procedimentos que cercam este tipo de ação na Câmara Municipal.
Detalhes da Sessão Extraordinária
A decisão a respeito da cassação foi unânime e ocorreu durante uma sessão extraordinária no dia 27 de março de 2026. Este encontro foi convocado de forma emergencial para tratar do assunto, evidenciando a seriedade da denúncia apresentada contra o parlamentar. O plenário se reuniu com a participação de todos os vereadores, mostrando compromisso com o processo legislativo e com a legislação vigente.
Vereador Marquinho da Cooperativa
Marquinho da Cooperativa estava sob investigação devido à sua possível participação em um incidente grave que resultou em um atropelamento. O vereador tinha um papel ativo na política local, mas sua imagem ficou comprometida após a exposição do caso.

A Denúncia que Originou o Processo
O incidente que levou à cassação do vereador começou em 1º de janeiro, durante as festividades de Réveillon. A vítima era Luiz Felipe Lisboa, de 19 anos, que foi atingido por trás enquanto caminhava junto a amigos pela Avenida Celina Ferreira Ottoni. O atropelamento gerou uma série de investigações que culminaram na apuração contra o vereador.
Decisão Unânime da Câmara
Após análise do relatório final da Comissão Processante, a Câmara Municipal decidiu pela cassação do mandato. O advogado presente, Cláudio Miranda, atuou como defensor ad hoc, apresentando sua sustentação oral durante a sessão. Apesar de a defesa ter sido realizada, a Câmara se posicionou a favor da cassação, refletindo a importância do devido processo legal e da integridade no serviço público.
O Papel da Comissão Processante
A Comissão Processante, composta pelos vereadores Davi Martins (presidente), Zilda Silva (relatora) e Miguel da Saúde (vogal), teve um papel crucial na investigação das alegações contra Marquinho da Cooperativa. A análise dos evidências e da conduta do vereador foi detalhada e levou em consideração os princípios legais durante todo o processo.
Defesa do Vereador
Durante a comissão, o vereador não estava presente, mas seu direito à defesa foi mantido. Cláudio Miranda, como defensor nomeado no ato, ainda assim fez sua apresentação, tentando justificar as ações do vereador. A estratégia de defesa se empenhou em argumentar favoravelmente a favor do acusado, mas isso não foi suficiente para convencer a maioria dos colegas da necessidade de outra ação.
Consequências da Decisão
Com a aprovação da cassação, foi lido o Decreto Legislativo nº 14/2026, que oficializou a perda do mandato do vereador. Isso representou não apenas uma derrota política, mas também trouxe implicações legais que exigirão a atenção contínua do ex-vereador e seu advogado completo durante todo o processo.
O Papel do Suplente
Com a cassação, o suplente Afonso Monticeli, do partido Mobiliza, foi imediatamente convocado e tomou posse durante a mesma sessão extraordinária. A transição foi rápida, enfatizando o funcionamento da Câmara e a necessidade de continuidade das atividades legislativas na cidade.
Desdobramentos Legais Futuro
Além da cassação, o vereador também havia negociado um acordo de indenização civil com a vítima do atropelamento, avaliado em R$ 90 mil, abrangendo diferentes perdas e danos. No entanto, a homologação judicial desse acordo ainda está pendente, o que pode levar a mais desdobramentos legais à medida que o caso avança.

