A Prefeitura de Varginha confirmou cinco casos de sarna humana, também chamada de escabiose, e a Secretaria Municipal de Saúde passou a tratar a situação como surto em 6 de novembro de 2026.
Com os registros da cidade, o Sul de Minas soma quase 500 casos em 12 municípios. Alfenas concentra 332 diagnósticos, o maior número entre as cidades citadas no levantamento regional.
Os casos de Varginha foram identificados em quatro crianças e um adulto. Representantes de diferentes setores da Secretaria Municipal de Saúde se reuniram em 6 de novembro para discutir ações de prevenção e combate à doença.

As autoridades de saúde orientam que pessoas com sintomas procurem atendimento para avaliação. A situação também envolve a definição de medidas municipais, que ainda não haviam sido divulgadas pela prefeitura.
Casos confirmados e resposta da Prefeitura de Varginha
Em um primeiro posicionamento, a Prefeitura de Varginha classificou os registros como casos isolados e informou que não havia indícios de surto no município. A avaliação foi alterada em uma nova nota da Secretaria Municipal de Saúde.
Na comunicação posterior, a Secretaria passou a tratar a situação como surto. A mudança ocorreu após a confirmação dos diagnósticos na cidade.
A reunião entre setores da Secretaria Municipal de Saúde terminou durante a manhã, mas a prefeitura ainda não havia detalhado quais providências seriam adotadas. Até então, não tinham sido divulgadas medidas específicas de prevenção ou combate à sarna humana em Varginha.
Casos no Sul de Minas, sintomas e orientações de saúde
Além dos municípios mencionados na introdução, a relação regional inclui Andradas, com 47 casos, e Paraguaçu, com 35. Campos Gerais e Turvolândia registraram 14 diagnósticos cada; Poços de Caldas teve nove, e Machado, sete.
São Lourenço e Caldas contabilizaram cinco casos cada. Lavras registrou dois, enquanto Luminárias teve um diagnóstico, conforme o levantamento regional.
A escabiose é causada por um ácaro e pode provocar coceira intensa e pequenas bolinhas na pele. Segundo as orientações das secretarias municipais de Saúde e da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, pessoas com esses sintomas devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e diagnóstico; a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto e prolongado com alguém infectado.
Quando há confirmação da doença em uma residência, todos os moradores devem fazer o tratamento, inclusive quem não apresenta sintomas. O cuidado pode envolver medicamentos por via oral e loções aplicadas na pele, sempre conforme orientação médica.


