Café dispara quase 4% em Nova York com riscos climáticos e físico sobe até 4,7% no Brasil

A alta do café na Bolsa de Nova York

No dia 16 de outubro de 2026, os futuros do café arábica registraram um aumento significativo na Bolsa de Nova York, com os preços subindo quase 4%. O contrato para dezembro de 2026 fechou a 306,35 cents/lb, após ter atingido um pico de 311,30 cents/lb durante a jornada. Em paralelo, o contrato para março de 2027 também subiu, valendo 294,50 cents/lb, uma recuperação após a queda da sessão anterior, onde o preço era de 294,80 cents/lb.

Desse modo, a valorização dos preços do café é respaldada por incertezas climáticas que afetam as regiões produtoras, levando o mercado a considerar os riscos e os possíveis impactos na próxima safra no Brasil. A alta evidencia uma recuperação das perdas do dia anterior e reflete uma nova percepção dos riscos envolvidos na produção do grão.

Impactos climáticos na produção de café

O clima é um ponto central de preocupação neste período crítico para a produção do café arábica. Com a atual fase de floradas e pegamento, a umidade desempenha um papel decisivo na formação da qualidade e na quantidade da safra. Analistas observam atentamente as condições climáticas, considerando os efeitos do fenômeno El Niño, que pode ter repercussões significativas nas principais áreas de cultivo.



café

Recentemente, chuvas nas principais regiões produtoras do Brasil contribuíram para melhorar as condições de umidade, favorecendo assim a florada das plantas. Contudo, também há preocupações sobre a disponibilidade futura do café arábica, dado que os estoques certificados na ICE estão em níveis historicamente baixos, embora tenham se recuperado um pouco desde as mínimas do mês de setembro.

A volatilidade do mercado continua alta, com os preços sendo moldados tanto pela melhora nas condições atuais das lavouras quanto pelos riscos climáticos que podem se agravar nas próximas semanas.

No Brasil, a valorização dos preços do café também foi notável no mercado físico, refletindo a alta observada em Nova York. Mesmo diante da queda do dólar, que recuou 0,28% e foi cotado a R$ 5,07, os preços da saca de café subiram em várias regiões. Por exemplo, em Machado (MG), a saca do café arábica tipo 6 alcançou R$ 1.780,00, um aumento de 4,71%.

As altas foram generalizadas, com regiões como Franca (SP) e Guaxupé (MG) também registrando aumentos significativos. Esse movimento reflete a pressão dos preços internacionais sobre o mercado local, reforçando a interdependência entre o mercado global e as condições de produção do café no Brasil.



Deixe um comentário